Para analisar a viabilidade e os próximos passos da gestão Suéllen Rosim em decorrência de seu segundo mandato no cargo de prefeita, é necessário cruzar as promessas de campanha com a realidade orçamental e as exigências do Legislativo.
O Portal GPN Bauru fez levantamento das frentes que devem dominar a agenda da prefeitura de Bauru nos próximos meses:
1. Mapa de Obras e Investimentos (O “Gargalo” da Reeleição)
Embora a prefeita tenha vencido no primeiro turno, o capital político está diretamente condicionado à entrega de infraestrutura. O foco principal será:
- Recapeamento Asfáltico: A utilização de verbas estaduais e federais para reduzir o impacto da precariedade das vias, especialmente após o período de chuvas de janeiro.
- Conclusão de Obras de Drenagem: Bauru sofre historicamente com alagamentos (como na Avenida Nações Unidas). A fiscalização desses contratos será o ponto de maior pressão na Câmara.
2. O Nó Crítico: DAE e Saúde
O retorno da prefeita exige uma resposta imediata para a crise de abastecimento que assolou bairros periféricos durante sua licença:
- Gestão do DAE: Há uma cobrança crescente por uma reforma administrativa na autarquia ou um plano de investimento pesado na perfuração de novos poços e substituição de bombas.
- Saúde Pública: A redução das filas em UPAs e o abastecimento de farmácias municipais são as métricas pelas quais a população mede o sucesso da gestão “no chão da fábrica”.
3. Articulação com a Câmara (A Mesa Diretora)
A presença da Mesa Diretora da Câmara (Markinho Souza, André Maldonado e Dário Buraco) na posse não foi meramente protocolar. Ela sinaliza:
- Necessidade de Base: Suéllen precisa de uma base sólida para aprovar orçamentos e evitar a abertura de novas Comissões Processantes (CPs).
- Fiscalização: A oposição deve focar na legalidade dos contratos de licitação e na eficiência da Secretaria de Governo (liderada por Renato Purini) em responder aos requerimentos dos vereadores.
4. Levantamento de Riscos Políticos
| Risco | Descrição | Potencial de Impacto |
| Ingovernabilidade | Perda de apoio na Câmara em votações de suplementação de verbas. | Alto |
| Judicialização | Ações do Ministério Público sobre falhas na saúde ou educação. | Médio |
| Inadimplência de Serviços | Greves ou paralisações de empresas terceirizadas (como o caso da GF em cidades vizinhas). | Médio |
Análise do Portal GPN Bauru
O governo atual que foi reeleito para outros 4 anos de mandato, restando 3 pela frente, tem o benefício do tempo (início de mandato), mas o prejuízo da expectativa. A gestão precisará de uma “vitória rápida” (como uma grande obra de asfalto ou a resolução de um problema de falta d’água crônico) para manter a oposição recuada e a opinião pública favorável.


